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Sábado, Abril 28, 2007
[6:40 PM]
isto é Brasil
Presidente paga mico com grupo mexicano
A imagem fala por si
Lula empunha guitarra doada pelo grupo RBD durante visita ao Alvorada,
neste sábado 28/04/07
(Foto: Sérgio Dutti / Agência Estado)
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Segunda-feira, Abril 09, 2007
[3:30 PM]
Estudo faz raio-X de 35 mil viagens
negreiras desde 1501
Um banco de dados organizado por historiadores da
Universidade de Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos,
e de Hull, na Inglaterra, vai permitir que
pesquisadores tenham acessoa um volume inédito
de informações sobre o tráfico negreiro.
Foram mapeadas quase 35 mil viagens de navios
negreiros realizadas entre 1501, quando há registro
da primeira leva de escravos, e 1867, quando o
tráfico foi abolido. O site, a que a BBC Brasil
teve acesso, será lançado junto com um volume
de ensaios cuja previsão é chegar às livrarias
em janeiro de 2008.
Usuários poderão examinar de onde saiu e
onde chegou cada uma das embarcações, a duração
da viagem, quantos escravos foram comprados
e vendidos (e a que preço), a nacionalidade do
navio e até o nome do capitão. Na introdução
da obra, a ser publicada pela imprensa da
Universidade de Yale, os organizadores esperam
oferecer subsídios para o que chamam
uma nova era de estudos sobre o comércio
escravagista.
Mapeamento
Os artigos, assinados inclusive por pesquisadores
brasileiros, como o historiador Manolo Florentino,
da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
oferecerão uma primeira interpretação da mais
completa base de dados sobre o tráfico negreiro
disponível no mundo.
O professor David Richardson, da Universidade
de Hull, explica que a idéia por trás do banco
de dados é prover informações para que
pesquisadores se debrucem sobre aspectos menos
conhecidos do tráfico negreiro. Existe uma
mudança em relação à pesquisa sobre o tráfico
negreiro. Já temos o quadro geral de como
a atividade funcionava, agora precisamos
desconstruir essas viagens e analisar o que
realmente acontecia nos navios, diz Richardson.
O estudo do dia-a-dia do tráfico negreiro
é que vai trazer seres humanos para dentro da
História, fazer com que os escravos deixem de
ser apenas números.
Brasil
O banco de dados é uma volumosa atualização
de um CD-Rom lançado em 1999 por Richardson
e o historiador David Eltis, de Emory, que
continha informações sobre 27 mil viagens
de navios negreiros. Para pesquisadores
brasileiros, a nova edição online é ainda
mais importante porque o grosso das
informações adicionadas no banco trata
de expedições à América Latina,
em especial ao Brasil.
Mais de 5,2 mil jornadas de navios brasileiros
e portugueses foram mapeadas pela primeira vez.
Levando em conta todas as nacionalidades,
quase 20 mil viagens que já estavam incluídas
na primeira edição ganharam novos dados.
Eltis e Richardson sublinham que os novos
dadosmostram uma hegemonia de portugueses e
brasileiros no comércio de escravos
bem maior do que pensávamos há cinco anos.
Embarcações brasileiras e portuguesas
carregaram quase 5,8 milhões de escravos,
cerca de 95% deles para o Brasil.
Navios britânicos, que o senso comum
julga serem os mais ativos no comércio
negreiro, levaram cerca de 3,1 milhões.
Os ingleses, na verdade, não foram
os maiores mercadores de escravos,
como muitos supõem. Agora, parece
que a dominância britânica do tráfico
de escravos se resumiu a apenas oito
de treze décadas entre 1681 e 1807,
entre dois longos períodos de
hegemonia brasileira e portuguesa
em que a participação britânica
foi trivial¿, escrevem os pesquisadores.
Chutômetro
Os novos dados conferem nova dimensão
a fatos já conhecidos de historiadores
brasileiros, como o de que o comércio
de escravos era dominado por agentes
baseados no Brasil e não em Portugal
¿ ou seja, na colônia, e não na metrópole.
Estudos conduzidos pelo historiador da
UFRJ Manolo Florentino mostraram que três
quartos dos mercadores que controlavam
o tráfico de escravos entre a África
e o Rio de Janeiro entre 1790 e 1830
eram sediados no Brasil.
Outra informação que o banco de dados
contesta é a de que um contingente igual
ao dos mais de 10 milhões de escravos
que chegaram às Américas morreu na
travessia.
O mapeamento indica que 12,5 milhões
deixaram a costa africana durante
o período da escravatura, ou seja,
o número de mortos ficaria em torno
de 2,5 milhões. Estas estimativas
foram feitas em uma época em que
se trabalhava com o chutômetro,
diz Florentino. O trabalho de Eltis
e Richardson tem o mérito de criar
uma padronização, e de aproximar
da realidade as estatísticas.
Maiores informações em BBC em português
Matéria publicada no Estado de Minas dia 08/04/07
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Sexta-feira, Abril 06, 2007
[1:44 PM]
Pobres serão os mais afetados pela mudança climática
Sexta-feira 06 de abril de 2007
BRUXELAS - As populações pobres, inclusive nas
sociedades prósperas, serão as mais vulneráveis
à mudança climática, segundo as conclusões dos
estudos do Painel Intergovernamental sobre as
Mudanças Climáticas (IPCC).
"Isto requer nossa atenção, pois os mais pobres
são também os menos aptos para adaptar-se",
comentou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri,
ao apresentar as conclusões dos especialistas em
Bruxeças, depois de ter passado a noite em negociações.
Com um aumento superior a 2 ou 3 grados em comparação a
1990, o aquecimento climático terá impactos
"globalmente negativos" em todas as regiões,
acrescenta o IPCC.
"É muito provável que todas as regiões registrem
reduções dos lucros ou aumentos dos custos por causa
de aumentos de temperatura superiores a dois ou três
graus", destaca o informe.
"No entanto, algumas regiões polares e de baixas
latitudes sofrerão custos líquidos mesmo com pequenos
aumentos de temperatura", acrescenta o documento.
"Serão necessárias medidas de adaptação para enfrentar
estes impactos", afirmou nesta sexta-feira Martin Parry,
co-presidente do grupo de trabalho do IPCC responsável
pelos impactos do aquecimento.
"O aquecimento é inevitável por causa das emissões
passadas (de gases que provocam o efeito estufa), e os
esforços de atenuação vão demorar décadas para apresentar
resultados", advertiu.
Além disso, entre 20 e 30% das espécies vegetais e
animais correm o risco de desaparecer se o aumento das
temperaturas mundiais for superior a entre 1,5 e 2,5
graus centígrados.
"Entre 20 e 30% das espécies vegetais e animais terão
um risco crescente de extinção se o aumento da temperatura
mundial for de entre 1,5 e 2,5 graus centígrados em
comparação a 1990", adverte o IPCC.
"Há agora em todos os continentes sinais de mudança
climática que afetam os animais e as plantas, e temos
prova",anunciou Perry.
De acordo com o co-presidente do IPCC, mais de 29 mil
dados foram analisados para redigir este primeiro
capítulo do documento do Painel da ONU dedicado aos
impactos do aquecimento global.
A temperatura mundial aumentou 0,74 grau em um século.
Em alguns locais foram registradas elevações pontuais
três vezes superiores.
Segundo a Parte I do relatório do IPCC, divulgado em
fevereiro em Paris, a temperatura média da Terra pode
subir entre 1,1 e 6,4 graus centígrados até 2100, em
comparação a 1990. A melhor estimativa situa o aumento
médio entre dois e quatro graus.
Estado de Minas
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Sábado, Dezembro 30, 2006
[4:51 PM]
RECEITA DE ANO NOVO
(Carlos Drummond de Andrade)
Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas
intenções para arquivá-las na Gaveta.
Não precisa chorar de arrependimento
pelas besteiras consumadas nem
parvamente acreditar que por decreto
da esperança a partir de Janeiro
as coisas mudem e seja claridade,
recompensa, justiça entre os homens
e as nações, liberdade com cheiro e
gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo que mereça
este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo,
Eu sei que não é fácil mas tente,
experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Um maravilhoso Ano Novo para você !
Feliz 2007!
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Segunda-feira, Julho 03, 2006
[11:55 AM]
03/07/2006 - 10h31
China passa Reino Unido e é a 4ª
economia do mundo; Brasil fica em 14º
A China ultrapassou por uma pequena margem
o Reino Unido e se tornou a quarta maior
economia do mundo, de acordo com os últimos
cálculos do Banco Mundial. O Brasil aparece
na 14ª. posição, com receita de
US$ 644,133 bilhões.
O Banco Mundial disse que, de acordo com
sua avaliação oficial, a China produziu
US$ 2,26 trilhões em receita no ano de
2005. O valor corresponde a US$ 94
milhões a mais -ou apenas 0,004%-
que a economia britânica.
A China ultrapassou confortavelmente o
Reino Unido, no ano passado, tomando-se
como base o produto interno bruto de
cada país, convertido em dólares
norte-americanos, de acordo com
as taxas cambiais atuais.
Mas o ranqueamento do Banco Mundial
mede o índice nacional de riqueza e
o converte ao dólar usando o método
"Atlas" de conversão monetária, que
atenua as flutuações cambiais ao
utilizar uma média de três anos.
O índice nacional de riqueza abrange
o produto interno bruto mais a entrada
de receita bruta como rendas, lucros
e salários do exterior.
(reuters - Uol)
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Domingo, Agosto 07, 2005
[10:49 PM]
Apenas um brasileiro
Apesar de abalar a reputação da Scotland
Yard, execução de Jean Charles de Menezes
não muda política de atirar para matar
ISTO È 03/08/2005
O corpo de Jean Charles de Menezes desembarcou no
aeroporto internacional Franco Montoro, em Guarulhos
(SP), na manhã da quinta-feira 28, de um vôo da Varig
procedente de Londres. Seu caixão foi carregado por
soldados da Força Aérea Brasileira (FAB) e embarcado
num avião militar Bandeirante com destino a Governador
Valadares (MG). Lá, coberto com uma bandeira do Brasil,
o esquife foi colocado num carro do Corpo de Bombeiros
e transportado para sua cidade natal, Gonzaga, a cerca
de 70 quilômetros de distância, onde foi ovacionado
por uma pequena multidão que entoava o Hino Nacional.
Não, Jean Charles não era nenhuma celebridade como
Ayrton Senna, o piloto morto num acidente em Ímola,
em 1994, cujo funeral os brasileiros testemunharam
quase em estado de transe. O eletricista ¿ era esta
a profissão de Jean Charles ¿ também não foi nenhum
herói trágico como Tancredo Neves, cuja morte na
véspera da posse na Presidência da República,
em 1985, frustrou a renitente esperança de redenção
nacional. Jean Charles de Menezes era apenas
um brasileiro comum que, como milhares de outros,
filhos de uma pátria madrasta, buscava melhor sorte
no Exterior e acabou vítima de uma fatalidade.
Fatalidade? Aos 27 anos, Jean Charles foi executado
pela Scotland Yard (a impecável polícia metropolitana
de Londres) no dia 22 na estação de metrô de Stockwell,
na esteira das quatro tentativas frustradas de atentados
terroristas do dia anterior. O brasileiro não teve a
menor chance: imobilizado por três policiais, levou sete
tiros na cabeça e um no ombro. Os agentes, que estavam
à paisana e o seguiam desde sua casa, no bairro de Brixton,
suspeitavam que ele pudesse ser um perigoso homem-bomba
e seguiram a orientação determinada pela Operação Kratos,
o plano da polícia britânica para lidar com terroristas
inspirado na experiência israelense: atirar para matar,
destruir o cérebro do suposto homem-bomba para impedi-lo
de detonar seus explosivos. ¿Ele parecia um coelho, uma
raposa encurralada. Estava completamente petrificado.
Foi uma cena muito estressante. Eu vi os policiais
matarem aquele homem¿, relatou Mark Whithy, um passageiro
que estava sentado no trem em que o brasileiro foi
assassinado. Jean Charles de Menezes era inocente, embora
estivesse em situação irregular no Reino Unido, segundo
as autoridades. Mas, mesmo admitindo o trágico engano,
a Scotland Yard se apressou em justificar suas táticas
antiterroristas.
A polícia já está dizendo que foi uma execução legal,
apesar de ter sido um erro. Mas não foi um erro.
Eles atiraram nele oito vezes. Talvez tenha ocorrido
um erro em algum outro momento durante o catálogo de
desastres que levaram a isso. Mas havia uma predeterminação
de matá-lo¿, disse a advogada Gareth Peirce, uma das mais
conhecidas defensoras dos direitos humanos do Reino Unido.
Ela se referia ao fato de os policiais, apesar de estarem
seguindo Jean Charles por suspeitar dele, deixarem-no embarcar
num ônibus e só o abordarem no metrô de Stockwell.
¿Foi lamentável que pessoas em altos postos tenham
corrido para justificar a ação da polícia antes que
a apuração tenha sido concluída, porque há muitas
questões pendentes. Se prevalecer o argumento de
que a ação foi legal por conta dessa política de
atirar para matar, que o governo adotou sem ninguém
saber direito, não há garantia nenhuma de indenização
para os familiares¿, disse Peirce, que presta assessoria
jurídica à família de Menezes. A advogada se notabilizou
por denunciar casos polêmicos de violação de direitos
humanos em nome do combate ao terrorismo. O mais conhecido
deles foi o do irlandês Gerry Conlon e seu pai, Giuseppe
Conlon, condenados injustamente por um atentado do IRA
(Exército Republicano Irlandês) em 1974 num pub em
Guildford. O caso virou tema do filme Em nome do pai,
em que a atriz Emma Thompson interpreta o papel de Peirce
Uma série de fatores ajudou a colocar a Scotland
Yard em situação ainda mais delicada. Em primeiro
lugar, a prisão, na quarta-feira 27, do somali
Yasin Hassan Omar, 24 anos, um dos quatro suspeitos
pelos atentados do dia 21 (os outros três suspeitos
dos atentados do dia 22 foram presos na sexta-feira
29). Omar foi detido em Birmingham, numa operação
que envolveu mais de 50 policiais, que desta vez
não precisaram usar a licença para matar. Em vez
disso, utilizaram uma pistola ¿Taser Gun¿, uma
arma que libera até 50 mil volts e imobiliza
temporariamente a vítima. ¿Será que a polícia tem
esse tipo de arma nos armários? Se tem, por que ela
não foi usada no caso de Jean Charles?¿, indagou
a advogada Peirce. Antes disso, o comissário da
polícia Ian Blair informara que, desde os atentados
de 7 de julho ¿ que mataram 56 pessoas em Londres ¿,
houve 250 casos em que os agentes pensaram que
poderiam estar lidando com homens-bomba e em sete
ocasiões estiveram próximos de atirar. O episódio
com Jean Charles foi o único em que isso acabou
ocorrendo. Por fim, o tablóide The Sun disse que
o policial que atirou no brasileiro recebeu uma
folga remunerada e saiu de férias com a família.
¿Ele não deveria estar de férias. Ele deveria estar
preso¿, disse Patrícia Armani, uma das primas de
Jean Charles de Menezes que vivem em Londres.
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
[10:36 PM]
Hiroshima 60 anos
Radicados no Brasil, sobreviventes
da primeira bomba atômica da história
relembram a tragédia com a esperança
de que ela não se repita jamais
Luiza Villaméa
Sessenta anos se passaram, mas,
toda vez que relembra o impacto,
Fujiko Masumoto abaixa a cabeça e
levanta os braços. Num gesto i
nconsciente, repete sua frágil
tentativa de proteção. Grávida
de nove meses, Fujiko estendia
roupa no varal às 8h15 do dia 6
de agosto de 1945 quando foi atingida
por uma violenta enxurrada de luz e calor.
¿Depois da explosão de luz, subiu uma
nuvem de cogumelo atrás da montanha¿,
conta. ¿Ficou muito, muito quente e
começou a chover cinza.¿ Atrás da
montanha Tenjô,a 30 quilômetros da
casa onde Fujiko se abrigara para ter
o bebê, Hiroshima acabara de ser
aniquilada pela primeira
bomba atômica da história. No ataque,
70 mil morreram de imediato e 77 mil
ficaram feridos. Fujiko só se deu conta
da extensão da tragédia um mês depois,
quando tentou voltar à própria casa,
no centro de Hiroshima, com Yaeko,
a filha recém-nascida.
¿Quando entrei na cidade, não tinha
nem caminho. Encontrei montanhas de
ossos, crânios por todo lado¿, relata.
Depois de muito circular entre escombros,
Fujiko identificou sua antiga casa pelos
destroços de uma pia. É que na frente da
construção de madeira, Fujiko e o marido,
Tsutomu Watanabe, mantinham uma barbearia.
¿Perto da pia de lavar cabelo tinha um
cadáver queimado, todo preto. Mesmo sem
certeza, enterrei como meu marido.¿ Como
outros moradores da cidade, ela montou
uma barraca no lugar, onde viveu com a filha
durante três anos. No começo, só comia as
provisões distribuídas pelas forças americanas.
¿O peixe já chegava estragado, mas eu só
pensava em sobreviver. Quando vejo mendigo
catando comida no lixo volto no tempo, nas
tristezas acumuladas. Se a fome é muita,
comida estragada não faz mal.¿
Hoje com ¿82 anos e meio¿, seis meses mais
novo que Fujiko, o terapeuta Kimio Okada
entrou em Hiroshima no dia seguinte à tragédia.
Convocado para servir o Exército, tivera uma folga
e voltava para o quartel, a duas horas de trem
de Hiroshima, quando a viagem foi interrompida.
¿O calor era terrível. Pior ainda era o cheiro de
carne humana queimada¿, rememora. Para chegar ao
quartel, Okada precisou atravessar quase cinco
quilômetros e pegar outro trem. ¿Não tinha nada
vivo. Nem passarinho, nem cachorro. Dentro dos
ônibus, as pessoas estavam sentadas, estorricadas.¿
Como pelo menos outros 200 sobreviventes da bomba
atômica, Okada e Fujiko imigraram para o Brasil,
a maioria para São Paulo. Okada, que é naturalizado
brasileiro, uma raridade entre japoneses de sua faixa
etária, vivera na capital paulista durante a
adolescência. Em 1940, seu pai, funcionário do
consulado japonês na cidade, decidira mandá-lo
de volta ao Japão, para estudar. Fujiko, que se
casou de novo em 1949, deixou o Japão 17 anos
depois, com o segundo marido, Susumu Masumoto,
e quatro filhos. Embora Masumoto também fosse
barbeiro, vieram na brecha aberta pelo Brasil
para receber agricultores. Em março passado,
ela voltou à cidade natal, para um check-up
num hospital especializado com a filha Yaeko,
a que nasceu uma semana depois da tragédia.
¿Yaeko tem problemas psicológicos graves¿,
confidencia. ¿É difícil superar tudo o que
passou¿, completa, com a tradução da filha
caçula, Riyoko, 55 anos, já que não aprendeu
português. ¿Eu mesma não tinha ânimo para nada
quando vivia na barraca igual favela em Hiroshima.
Como barbeiro, era voluntária num abrigo para
órfãos,mais pela esperança de encontrar alguém
conhecido.¿
Os caminhos de sobreviventes como Fujiko e Okada
se cruzam devido à iniciativa de outro conterrâneo,
Takashi Morita, 81 anos, que em 1984 fundou em São
Paulo a Associação das Vítimas da Bomba Atômica no
Brasil, com 17 associados. Hoje são 134. Policial,
Morita chegou a Hiroshima, vindo de Tóquio, uma
semana antes de o cogumelo atômico marcar a cidade
para sempre. Com um grupo de colegas, estava a 1.300
metros do marco zero. Na Hiroshima do pós-guerra,
Morita montou uma loja de relógios próxima a uma
farmácia da família de Ayako, com quem se casou
e teve dois filhos ¿ Yasuko e Tetsuji.
Memória ¿ Quando se aposentou, depois de 28 anos
de trabalho no Brasil, Morita pediu o apoio da
família para dedicar-se a reunir os sobreviventes
de Hiroshima e Nagasaki, onde caiu a segunda bomba
atômica, em 9 de agosto de 1945. Como precisava
continuar trabalhando para complementar a renda,
Morita montou um comércio de alimentos japoneses.
A simpática mercearia é ainda a sede da associação.
Na ausência do casal, que está no Japão por conta
dos 60 anos da bomba, o comando fica a cargo da filha,
a historiadora Yasuko Saito, 58 anos. Na semana
passada,ela também divulgava a exposição Hiroshima ¿
testemunhas e diálogos, no Museu de Arte
Contemporânea da USP, em São Paulo, até 9 de outubro.
¿Os sobreviventes querem que Hiroshima não seja
esquecida, para que não aconteça de novo¿,
ressalta Yasuko. ¿Lutam também para que o governo
japonês ofereça tratamento às vítimas radicadas
no Brasil.¿ Os efeitos da radiação são um fantasma
na trajetória dos sobreviventes. Fujiko Masumoto,
que fez em março seu primeiro check-up em Hiroshima,
perdeu uma filha há 32 anos, com leucemia. Takashi
e Ayako Morita, que assumiram todos os riscos ao
conceberem Yasuko um ano após a explosão, passaram
grandes aflições quando os netos começaram a nascer,
há 28 anos. Felizmente, nenhum deles nasceu com marcas
da radioatividade. As seqüelas emocionais são outra
história.
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Quinta-feira, Julho 21, 2005
[12:06 PM]
Novo susto:Estações de metrô e ônibus de Londres são esvaziadas
Globo Online as 11h e 11 min do dia 27/07/2005
LONDRES - No dia em que os atentados ao sistema
detransporte de Londres completam duas semanas,
a população da capital britânica voltou a ficar
aterrorizada e a enfrentar o medo de atos
terroristas.
O chefe da polícia de Londres, Ian Blair,
descreveu as explosões desta quinta-feira
na rede de transportes da cidade
como "um incidente muito grave".
Ele disse a repórteres que houve quatro explosões
ou tentativas de explosão na cidade, mas que elas
pareciam ser menores do que as de duas semanas
atrás. 13h30m, as autoridades britânicas esvaziaram
três estações de metrô, após relatos de "incidentes".
O motorista de um ônibus de dois andares disse
que uma explosão estilhaçou nesta quinta-feira
as janelas do veículo na região de Hackney, em
Londres.
- O motorista ouviu um barulho que acredita ter
vindo da parte de cima do ônibus de dois andares
- disse um porta-voz da Stagecoach.
O ônibus número 26 dirigia-se de Waterloo para
Hackney, no leste da cidade. Segundo o porta-voz,
a estrutura do ônibus ficou intacta, apesar de
algumas janelas terem sido destruídas.
No dia 7 de julho, ataques em trens do metrô
de Londres e em um onibus da cidade mataram
mais de 50 pessoas.
Um representante da Scotland Yard confirmou
problemasnas estações Oval, Warren Street e
Shepherd's Bush.Os serviços de metrô nas
linhas Victoria e Norte foram interrompidos
após os relatos de "incidentes"
registrados na três estações.
Uma brigada do Corpo de Bombeiros disse que há
informações de fumaça em uma das estações.
A fonte disse ainda que houve um tiroteio,
mas não especificou onde. Essa informação
não foi confirmada.
Um porta-voz da Scotland Yard disse: "Nós podemos
confirmar que os serviços de emergência estão
respondendo a relatos de incidentes em três locais
do metrô: Oval, Warren Street e Shepherd´s Bush".
O porta-voz disse que não há informações sobre feridos.
já o site da uol informava as 11:07(horário de
Brasilia),que a policia londrina relatava apenas um
ferido nas explosões
Testemunha relata que mochila explodiu em trem
de Londres disse à rede de TV Sky News que sentiu
cheiro de fumaça e foi informado por outros passageiros
de que uma mochila havia explodido.
Ele afirmou que não viu ou ouviu uma explosão, mas
sentiu cheiro de fumaça quando o trem chegou a uma
estação e os passageiros desembarcaram.
No dia 7 de julho passado, quatro bombas de fabricação
artesanal foram detonadas em três estações de metrô e
em um ônibus, matando ao menos 56 pessoas e ferindo
outras 700. As investigações subseqüentes revelaram
que quatro jovens britânicos, três deles de origem
paquistanesa e o quarto jamaicana, deflagraram os
ataques.
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Sexta-feira, Julho 08, 2005
[9:45 AM]
Parte da capa principal do jornal O GLOBO do dia 08/07/05
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
[9:42 AM]
Rio, 08 de julho de 2005
O ataque se encaixa no padrão da al-Qaeda
. Renato Galeno
Os atentados de Londres e a possibilidade de
terem sido realizados pela rede terrorista
al-Qaedanão surpreenderam Barnett Rubin,
um dos maiores especialistas mundiais em
Afeganistão e,por conseqüência, na história
e no modo de pensar da organização de Osama
bin Laden. Para ele, tudo indica que a rede
al-Qaeda, se não Bin Laden em pessoa, está
envolvida. Diferentemente das primeiras
declarações da polícia, ele acredita ser
possível que o comunicado do grupo al-Qaeda
da Europa seja autêntico. Rubin está no Rio,
onde participou do curso ¿Segurança: crise
e reconstrução do sistema internacional¿,
que está sendo realizado pelo Centro
Edelstein de Pesquisas Sociais e pelo
Viva Rio no Hotel Marina Palace.
Por que Londres, por que agora?
BARNETT R. RUBIN: De acordo com o comunicado
divulgado pelo grupo que chama a si mesmo
de al-Qaeda na Europa, é devido ao papel
britânico, ao lado dos Estados Unidos,
no Iraque e no Afeganistão. E, segundo
diz o comunicado, ¿nós alertamos o governo
e o povo britânicos sobre isso¿. Isto é
condizente com sua interpretação da lei
islâmica, que afirma que antes de se atacar
infiéis que os estão atacando é preciso
alertá-los e convocá-los a se arrependerem.
Assim, na visão deles, as fitas e gravações
que Osama bin Laden e outros líderes da
al-Qaeda divulgaram serviram para fazer
este alerta. E, assim, a al-Qaeda está
lançando estes ataques como uma resposta
para o que eles vêem como ataques dos
Estados Unidos e do Reino Unido ao mundo
islâmico, particularmente no Iraque e no
Afeganistão, que foram os países mencionados.
Em relação ao dia, é uma especulação, mas
imagino que planejaram (atacar) durante a
reunião do G-8, cujas datas foram anunciadas
há muito tempo. Assim tiveram tempo para se
organizarem para (realizar os ataques) neste
dia, da mesma forma que eles provavelmente
organizaram os ataques a bomba em Madri
próximo ao dia das eleições.
Há alguns fatos que parecem indicar uma
relação entre os ataques de Londres e os
de Madri. Ataques coordenados em datas
importantes. O mesmo padrão indicaria
que o mesmo grupo ou um grupo ligado
realizou os dois ataques?
RUBIN: A al-Qaeda tem um padrão de realizar
ataques grandes e altamente coordenados.
Em 1998, atacaram as duas embaixadas
americanas na África (Tanzânia e Quênia)
ao mesmo tempo. No 11 de Setembro,
usaram quatro aviões que atacaram ao
mesmo tempo. Em Madri, atacaram diversos
trens ao mesmo tempo. Na Indonésia
utilizaram uma técnica similar. Sim,
o ataque de hoje se encaixa.
É possível enxergar a mão de Bin Laden nos
ataques?
RUBIN: Há um erro comum quando se pensa que
a al-Qaeda é um tipo de organização centralizada.
Não é e nunca foi. É mais parecida com uma rede
de pessoas. E elas são treinadas, muitas delas
no Afeganistão, e, portanto, usam técnicas
similares. Mas não estão sob um comando
e coordenação comuns, de Bin Laden ou qualquer
outro. Não são como um exército ou uma agência
de inteligência.
O senhor conhece o grupo que assumiu o ataque?
RUBIN: Este nome não me é familiar, mas muitos
grupos do submundo usam nomes diferentes em
momentos diferentes.
O que pode mudar no modo como o
governo britânico vem lidando com o terrorismo?
RUBIN: Duvido bastante que qualquer coisa vá
mudar porque isto não fornece qualquer informação
nova, não muda o perigo da ameaça. Já sabíamos
que havia a ameaça deste tipo de ação e é um tipo
de ação que eles já tinham realizado antes.
E sabíamos que tentavam realizar tais ações
de novo. Claro, tentarão mudar suas políticas
de contraterrorismo para que sejam mais eficazes.
Há políticas das quais eu discordava antes
(do ataque de ontem) e de que continuo a discordar,
e que achava que deveriam ser alteradas antes e
continuo achando, mas não devido a este ato.
O senhor acredita que nos anos que se seguiram
ao 11 de Setembro a preocupação internacional
em relação ao terrorismo diminuiu?
RUBIN: Não creio que a preocupação com o tema
diminuiu. Minha opinião, opinião esta que já
tinha antes deste incidente e nada tem a ver
com ele, era de que a guerra no Iraque não tem
nada a ver com a luta contra a al-Qaeda e que,
na verdade, tornou esta luta mais difícil
e foi um desvio que nos afastou do combate
à al-Qaeda. Na verdade, encorajou-a e deu-lhe
mais recrutas e uma nova base de organização,
o Iraque.
De alguma forma a guerra no Iraque se assemelha
à guerra da URSS no Afeganistão, quando os
combates tornaram possível a organização de
grupos terroristas?
RUBIN: A guerra no Afeganistão forneceu a
eles uma oportunidade de organizar e criar
esta nova forma de grupo islâmico, que não
é baseado em qualquer país em particular
e não tem uma agenda nacional,
diferentemente da Irmandade Muçulmana no
Egito, do Hamas na Palestina ou de qualquer
outra organização islâmica ou política de
orientação nacional.
FONTE: JORNAL O GLOBO
Postado por RENATA ALVES Comente aqui:
Quinta-feira, Julho 07, 2005
[7:55 PM]
07/07/2005
Pior ataque a Londres em 60 anos mata 37 e fere 700
da Folha Online
No pior ataque terrorista a Londres desde a Segunda
Guerra Mundial (1939-1945), quatro explosões
atingiram nesta quarta-feira o sistema de
transporte da cidade,deixando ao menos 37 mortos
e 700 feridos. A ação ocorreu um dia após Londres
ter sido eleita sede da Olimpíada de 2012.
O premiê Tony Blair, que participava do G8 [grupo
dossete países mais ricos do mundo e a Rússia] na
Escócia, classificou a ação como um ato "bárbaro e
cruel". Já em Londres, Blair fez um pronunciamento
à nação e disse que os responsáveis pelo ataque
agiram em nome do islã.
"Eles estão tentando o massacre de inocentes
para nos intimidar... Eles deveriam saber que
não terão sucesso", afirmou Blair.
Desde os ataques terroristas de 11 de setembro de
2001 nos EUA, houve vários alarmes de possíveis
ataques contra o Reino Unido, sobretudo após a
invasão do Afeganistão, em 2001, e do início da
Guerra do Iraque, em março de 2003. O premiê
britânico foi um dos principais aliados do
presidente Bush nas duas investidas militares.
Nesta quinta-feira, o sub-comissário da polícia
londrina, Brian Paddick, disse que as autoridades
britânicas estavam chocadas com os ataques,
mas não surpresas. Apesar disso, ele afirmou
não ter recebido nenhum aviso de possibilidade
de ataque contra o país.
As explosões atingiram um ônibus e três trens
em um momento de grande movimento das redes
de transporte, entre 8h51 e 9h47 (entre 4h51
e 5h47, no horário de Brasília), e foram
reivindicadas por um grupo supostamente ligado
à rede terrorista Al Qaeda.
Entre as vítimas, 21 morreram em um metrô
perto da estação de Liverpool Street, sete em
outro trem que estava próximo da estação
Moorgate e cinco na estação Edgware Road.
Duas pessoas morreram na explosão que atingiu
um ônibus de dois andares.
Al Qaeda
A polícia de Londres disse que, até o momento,
as autoridades britânicas não receberam nenhuma
reivindicação dos ataques, mas um grupo a
uto-intitulado Organização Secreta Al Qaeda
na Europa divulgou um comunicado em uma página
na internet reivindicando a autoria da ação,
segundo o site da revista alemã "Der Spiegel".
De acordo com informações de testemunhas,
logo após as explosões era possível ver pessoas
correndo entre pedaços de corpos que foram
lançados a grandes distâncias.Os feridos graves
foram atingidos por queimaduras
e amputações, de acordo com o relato oficial da
polícia metropolitana de Londres.
Toda a rede ferroviária [metrôs e trens] foi
interrompida, e os ônibus estão proibidos de
circular no centro de Londres. Centenas de
ambulâncias e equipes de socorros foram para
os locais das explosões para dar atendimento
às pessoas.
Horário de pico
A primeira explosão ocorreu às 8h51
(4h51 de Brasília), a cem metros da estação
de metrô de Liverpool Street, que deixou sete
mortos.
Cinco minutos depois [às 8h56 em Londres], houve
outra explosão na linha do metrô entre a estação
King's Cross e a praça Russell, matando 21 pessoas.
Ferido é retirado em maca do metrô King´s Cross,
em Londres, após atentado terrorista
Às 9h17 (5h17 de Brasília), uma explosão foi
registrada no trem que tinha como destino a
estação de metrô de Edgware Road. O impacto
abriu um buraco na parede lateral,atingindo
um outro trem, e possivelmente um terceiro.
Ao menos cinco pessoas morreram.
A última explosão foi ouvida às 9h47
(5h47 de Brasília), e atingiu um ônibus
de dois andares em Tavistock. Ainda não há
informações claras sobre quantas pessoas
morreram no último atentado.
O grupo terrorista IRA (Exército Republicano
Irlandês, guerrilha católica) negou qualquer
vínculo com os atentados da manhã desta quinta-feira.
Repercussão
Logo após a notícia da explosão, vários líderes
europeus fizeram declarações de apoio e solidariedade
à população da Inglaterra. A Embaixada de Israel
em londres decretou alerta máximo.
O ministro israelense das Finanças, Binyamin Netanyahu,
que iria apresentar nesta quinta-feira uma palestra
em uma conferência sobre investimentos corporativos,
estava a caminho de um hotel em Londres no momento
em que houve as explosões.
Tragédia no ônibus
Além dos trens, um ônibus de dois andares
[típico da cidade de Londres] também foi atingido
por uma explosão, perto da praça Russell e do terminal
de trem em King's Cross. A explosão foi tão violenta
que arrancou o teto do veículo.
Até o momento, a polícia britânica informou apenas
duas mortes na explosão do ônibus, mas testemunhas
disseram ter visto corpos pendurados através das
janelas da parte inferior do veículo, além de
partes de corpo espalhadas nas proximidades do
ataque.
Um médico na estação de Aldgate, a leste do centro
financeiro da cidade, afirmou que apenas naquele
local 90 pessoas foram feridas.
FOTOS:SITE DA UOL 'FOLHA ON LINE',
MAPA SITE DE 'O GLOBO'
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Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
[3:11 PM]
4/02/2005 - 10h02
Desemprego tem alta maior entre os mais
escolarizados, diz IBGE
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
A Síntese de Indicadores Sociais de 2003,
divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística), revela que o
desemprego avançou com maior intensidade entre os
que têm mais de oito anos de estudo. O problema
atinge principalmente os que estudaram mais, os
jovens e as mulheres.
Segundo o IBGE, esses grupos têm sido os mais
afetados nos últimos anos. A entrada de jovens
e mulheres no mercado de trabalho para contribuir
com o sustento da família ou para custear os estudos
é o fator causador dessa disparidade. A taxa de
desemprego do país em 2003 ficou em 9,7%. Entre os
jovens de até 17 anos, chegou a 19%. Para os de 18
a 24 anos, o percentual ficou em 18%.
Se no passado, diploma chegou a ser sinônimo de
emprego, as pesquisas dos últimos anos reforçam
a tendência de que as vagas para a mão-de-obra
mais qualificada estão escassas. A taxa de desemprego
entre os mais escolarizados chegou a 11,3%. De acordo
com o instituto, o 'fenômeno do desemprego tem um
componente estrutural no que se refere à geração de
postos de trabalho mais qualificados'.
A situação está sujeita a mudanças de acordo com as
diferentes regiões do país. No Sul, o problema ganha
contornos mais suaves, com uma taxa de desemprego
inferior à média nacional para os mais escolarizados,
de 7,8%. No Norte, encontrar emprego com diploma de
terceiro grau parece mais difícil, a taxa chega a 12,6%.
Rio de Janeiro e São Paulo tem taxas iguais, de 12,7%.
Na região metropolitana de São Paulo, a situação é ainda
mais difícil para o trabalhador com melhor nível de
instrução: a taxa de desemprego chega a 14,4%.
A menor oferta de vagas para os que enfrentaram mais
anos de estudos pode ser verificada pela queda de 1,1
ponto percentual na proporção de pessoas com rendimento
acima de cinco salários mínimos. Normalmente, as vagas
que exigem mão-de-obra qualificada têm remuneração mais
alta. Em 2003, o percentual da população ocupada com
renda superior a 5 salários ficou em 10,3%. No Sudeste,
o percentual sobe para 13,7%, mas no Nordeste cai para 4,1%.
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[3:06 PM]
24/02/2005 - 10h07
Violência faz população feminina superar
em 4,3 milhões a masculina
JANAINA LAGE
da Folha Online, no Rio
O aumento do número de mortes entre jovens do sexo
masculino já começa a afetar a proporção de homens
e mulheres no país, segundo a Síntese dos
Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística).
Em 2003, a média era de 95,2 homens para cada 100
mulheres. Na região metropolitana do Rio de Janeiro,
no entanto, essa proporção chega a 86,5 homens para
cada 100 mulheres. O excedente de mulheres cresceu
57% desde 1992. Em 2003, havia 4,3 milhões de
mulheres a mais do que os homens no país.
A taxa de mortalidade masculina por causas externas
(morte não-natural) na faixa dos 20 a 24 anos chega
a ser mais de dez vezes superior que a correspondente
feminina. Esta é a faixa etária masculina onde é maior
a incidência de mortes violentas.
De 1980 a 2003, o número de mortes por causas externas
passou de 121 para 184 a cada 100 mil habitantes.
As mortes por causas naturais superavam as violentas.
Entre as mulheres, a taxa permaneceu praticamente
inalterada neste período.
Não é só o Rio de Janeiro que sofre com a defasagem
entre homens e mulheres. O Distrito Federal conta
com apenas 87,6 homens para cada 100 mulheres.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), a diferença entre as expectativas
de vida em função do sexo permaneceu determinando
um excedente de mulheres em relação ao número de
homens.
Existem Estados em que o total de homens supera
o de mulheres, como Amapá, Tocantins, Espírito
Santo e Mato Grosso.
Os movimentos migratórios específicos também
contribuem para alterar a proporção. Os
nordestinos são o grupo de maior peso na população
de emigrantes brasileiros e representam cerca de 57%.
A região Sudeste mantém sua tradição de maior pólo de
atração dos emigrantes nordestinos, já que 70,7% se
dirigiram para esta região.
O segundo grupo que historicamente mais emigrou
tem como origem o Sudeste, com 20,6% do total de
emigrantes. Eles se dirigem em sua maioria para a
região Centro-Oeste (37%) em razão dos movimentos
de ocupação das últimas fronteiras agrícolas
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Sábado, Fevereiro 19, 2005
[2:02 AM]
Por uns breves minutos nesta madrugada esse blogger foi destaque
no blogger.com
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Quinta-feira, Dezembro 30, 2004
[9:05 PM]
125 mil morrem; Ásia teme novas ondas gigantes
O balanço de mortos em decorrência das ondas gigantes
no oceano Índico ultrapassou a cifra de 125 mil na
quinta-feira, enquanto milhões de sobreviventes buscavam
desesperadamente comida e água potável, em meio ao pânico
causado por boatos infundados de novos tsunamis na região.
Indonésia e Sri Lanka continuam sendo os países mais atingidos,
com 79.940 e 27.268 mortos respectivamente.
Imagens de satélite mostram Banda Aceh antes (esq.) e depois
(dir.) do tsunami que devastou a cidade indonésia
Agências de assistência advertiram que muitas pessoas ainda
podem morrer vítimas de epidemias, principalmente na Indonésia
e no Sri Lanka, se os sistemas de transporte e de comunicações
danificados pelo desastre retardarem a chegada de ajuda.
Equipes de resgate chegavam a vilarejos isolados para avaliar o
impacto da tragédia, que pode ultrapassar as 138 mil vítimas fatais
do ciclone que atingiu Bangladesh em 1991.
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, pediu uma reunião de
emergência do Grupo dos Oito para que os países mais industrializados
do mundo discutam as possibilidades de envio de ajuda e do perdão
de dívidas, depois do "pior cataclisma da era moderna". No entanto,
o Reino Unido anunciou há pouco que não tinha planos para tal encontro.
A estimativa do número total de mortos aumentou mais de 50%
em um único dia, mas ainda não há avaliações seguras sobre o
estado de ilhas remotas em torno da Índia e da Indonésia.
Embora vilarejos litorâneos e comunidades pesqueiras tenham
sido totalmente destruídos, o número de turistas estrangeiros
mortos também não parava de aumentar.
O premiê sueco Goran Persson, criticado pela tardia resposta
do governo à tragédia, disse que mais de mil suecos podem
ter morrido. Cerca de 5.000 turistas, a maioria europeus,
ainda estão desaparecidos, quatro dias depois da invasão de
12 países por ondas gigantes, provocadas pelo mais forte
terremoto em 40 anos.
O Ministério da Saúde da Indonésia disse que quase 80 mil
pessoas morreram apenas na província de Aceh, no norte do
país, que estava mais próxima ao epicentro do terremoto.
A estimativa anterior era de 28 mil mortos.
PAÍS MORTOS FERIDOS
Indonésia 79.940 mais de 100 mil
Sri Lanka 27.268 sem dados
Índia 13.268 sem dados
Tailândia 4.500 8.954
Somália, Quênia, Seychelles e Tanzânia 137 sem dados
Maldivas 67 sem dados
Malásia 65 218
Mianmar 36 45
Bangladesh 2 sem dados
Corrida por comida
O aeroporto da principal cidade da província, Banda
Aceh, Indonésia, estava movimentado, recebendo
muitos vôos com assistência, mas os moradores disseram
que não estavam conseguindo muita coisa. Multidões famintas
cercaram quem distribuía biscoitos na cidade. Alguns carros
não tinham nem coragem de parar.
"Carros passam e jogam comida. Os mais rápidos pegam, os
mais fortes ganham. Os idosos e os feridos ficam sem nada.
Estamos nos sentindo como cachorros", disse Usman, 43 anos.
Moradores fugiram correndo de casa quando dois tremores reviveram
as lembranças da tragédia de domingo. "Estava dormindo, mas
fugi para fora em pânico. Se vou morrer, morrerei aqui", disse Kaspian,
26 anos.
Boatos infundados sobre outro tsunami correram pelo litoral do
Sri Lanka e da Índia. O governo da Índia lançou um alerta a todas
as áreas atingidas no domingo. Sirenes soaram nas praias de Tamil
Nadu, um dos estados mais afetados do país, que no total registrou
13 mil mortos.
Ao ouvi-las, milhares de pessoas correram para longe da praia
a pé ou se enfiaram no primeiro carro que encontraram. "As ondas
estão chegando, as ondas estão chegando", gritavam alguns.
Dessa vez, as ondas não vieram.
Houve cenas parecidas no Sri Lanka, país onde 27 mil pessoas
morreram no domingo. Milhares fugiram do litoral.
"Não se trata apenas de dar comida e água. Cidades e vilarejos
inteiros precisam ser reconstruídos desde o chão", disse Rod
Volway, da Care Canada, cuja equipe de emergência foi uma
das primeiras a chegar a Aceh.
O Banco Mundial ofereceu US$ 250 milhões em ajuda
financeira, o que elevou a arrecadação internacional a quase
US$ 500 milhões. Representantes de 18 agências da ONU
e o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, reuniram-se em
uma videoconferência com integrantes de uma coalizão de
quatro países anunciada pelo presidente dos EUA, George W.
Bush, na quarta-feira.
David Nabarro, chefe da equipe de emergência da Organização
Mundial da Saúde (OMS), disse que até 5 milhões de pessoas
estão incapacitadas de obter o mínimo para sobreviver.
Comunidades inteiras e resortes da Tailândia à Indonésia
transformaram-se num monte de lama e escombros,
encobertos pelo cheiro dos corpos em decomposição,
depois do terremoto de 9 graus.
Contaminação
Na Indonésia, milhares de corpos em decomposição
sob o calor tropical foram jogados em covas coletivas.
Autoridades de saúde afirmaram que a água poluída
é uma ameaça ainda maior.
Teme-se que haja mais mortes causadas por epidemias
de disenteria, cólera e febre tifóide, transmitidas por
comida e água contaminadas, além de malária e dengue,
transmitidas por mosquitos.
Aeronaves indonésias lançavam comida em áreas isoladas
de Aceh, no norte de Sumatra, uma ilha do tamanho da Flórida.
Em Ampara, região mais atingida do Sri Lanka, moradores
criaram um sistema de ajuda eles mesmos, circulando com
megafones e pedindo a doação de panelas, roupas e baldes
de água.
"A frustração vai aumentar nos próximos dias e semanas",
disse o coordenador do serviço de emergência da ONU, Jan
Egeland.
Debaixo de fortes críticas, os EUA disseram que sua promessa
de US$ 35 milhões em ajuda era apenas o começo, e enviaram
um grupo de porta-aviões para Sumatra, além de outras
embarcações para a baía de Bengala.
O jornal The New York Times chamou a promessa
norte-americana de uma "gota miserável no oceano".
Os prejuízos materiais, estimados em até US$ 14 bilhões,
são pequenos se comparados ao sofrimento humano.
Em termos de comparação, o furacão Andrew matou
50 pessoas em 1992, mas causou prejuízos de cerca
de US$ 30 bilhões.
No resort tailandês de Khao Lak, transformado num
grande cemitério, o difícil trabalho de recolhimento dos
corpos foi brevemente interrompido por um tremor, que
fez todos desaparecerem imediatamente da praia. Só
na Tailândia, pelo menos 2.230 estrangeiros morreram.
Equipes de legistas holandeses, alemães e suíços
voaram para a Tailândia para ajudar a identificar os
corpos, coletando dados odontológicos, amostras de
DNA, impressões digitais, fotos e radiografias. A suíça
disse que 850 cidadãos de seu país estão desaparecidos.
O governo brasileiro anunciou que enviará 16 toneladas
entre alimentos e remédios para os países da região.
,Segundo nota divulgada pela Secretaria de Imprensa
da Presidência da República, a ajuda brasileira, que
chegará no sábado, é composta por oito toneladas
de analgésicos, antitérmicos, antiparasitários, seringas
descartáveis e soro fisiológico. Entre as oito toneladas
de alimentos estão arroz, macarrão, óleo de soja e açúcar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que
embaixadores brasileiros estão trabalhando com equipes
da ONU para estabelecer com melhor precisão o tipo de
ajuda que cada país necessita. O governo afirmou
também que a remessa inicial é apenas a primeira
de uma série.
Com o número de mortos acima de 100 mil, esse
passa a figurar entre as grandes tragédias naturais
de que se tem notícia. Veja tabela abaixo com os principais.
DATA TIPO LOCAL MORTOS
1887 Inundação China 1 milhão
1556 Terremoto China, Shaansi 830 mil
1737 Terremoto Índia, Calcutá 300 mil
1970 Ciclone Paquistão/Bangladesh 300 mil
1976 Terremoto China, Tangshan 255 mil
1138 Terremoto Síria, Aleppo 230 mil
1920 Terremoto China, Gansu 200 mil
1923 Terremoto Japão, Kanto 143 mil *
1991 Ciclone Bangladesh 138 mil
1948 Terremoto Turcomenistão 110 mil
1908 Terremoto/Enchentes Itália, Messina 70 mil a 100 mil
1815 Erupção Indonésia, vulcão Tambora 92 mil
1902 Erupção Martinica, Mt. Pelee 35 mil a 40 mil
1883 Erupção/Tsunami Indonésia, Krakatoa 36 mil
2003 Terremoto Irã, Bam 31 mil
Como ocorre um Tsunami
O que é
O tsunami é uma onda gigante gerada por distúrbios sísmicos,
que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira.
A palavra vem do japonês "tsu" (porto, ancoradouro) e "nami"
(onda, mar);
Quais são as causas
Terremotos e erupções subaquáticas, assim como meteoritos,
podem provocar as ondas gigantes;
(Fonte:Uol)
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